O mundo se despede do poeta das curvas

Morreu ontem, 05 de dezembro, aos 104 anos, o arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer, em função de complicações de uma infecção respiratória. Apreciador das curvas em detrimento das formas retas que caracterizam a arquitetura tradicional, ele estava internado desde 02 de novembro no Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro. Niemeyer faria 105 anos no dia 15 de dezembro.

Autor de mais de 600 projetos arquitetônicos, foi um dos idealizadores – ao lado de Lúcio Costa – do projeto da cidade de Brasília, Niemeyer virou referência de arquitetura no mundo. São projetos seus obras icônicas como a Apoteose do Samba do Rio, o Edifício Copan de São Paulo, o Museu de Arte Contemporânea de Niterói, a Catedral de Belo Horizonte e o Centro Cultural que leva seu nome em Avilés, na Espanha.

Veja abaixo galeria de fotos com algumas obras do arquiteto.

Um dos lados menos conhecidos do arquiteto – o de idealizador de casas – ganhou luz recentemente com o lançamento do livro “Oscar Niemeyer: Casas” (Editora GG Brasil), com mais 300 fotos e desenhos de projetos. A publicação reúne ainda citações suas. “O que me atrai é a curva livre e sensual. A curva que encontro nas montanhas do meu país, nos cursos sinuosos dos seus rios, nas nuvens do céu, no corpo da mulher amada”, disse, certa vez.

Apesar de tanto sucesso – recebeu todos os prêmios imagináveis, incluindo o prestigioso Pritzker em 1988 e a Ordem do Mérito Cultural – Oscar Niemeyer era um homem modesto. Para os íntimos, ele confessou que não conseguia entender porque tanta reverência. “Trabalhei muito, fiz meu trabalho na prancheta, como um homem comum…”

 

Fonte: Site GNT e Jornal ATribuna

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